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O projeto Casa Familiar Rural (CFR) tem como objetivo a formação agentes de desenvolvimento locais, comprometidos com o desenvolvimento de suas comunidades e da região. Cada aluno é incentivado a manter um projeto produtivo em sua casa, aplicando as técnicas aprendidas e com acompanhamento e supervisão dos professores da CFR.

O Tributo ao Futuro contribui com ações necessárias para alavancar a produção e dar a real possibilidade do Jovem se desenvolver e tornar-se protagonista do seu próprio destino. Além de passar os seus conhecimentos para outros moradores de sua comunidade, perpetuando o processo.

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O Instituto Direito e Cidadania (IDC) visa promover condições favoráveis para o exercício pleno da cidadania, por intermédio da democratização do acesso à justiça e da educação para a cidadania. Para o Tributo ao Futuro, as ações convergem para a organização e o fortalecimento dos Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), formando jovens e líderes comunitários em Conselheiros Municipais.

Cabe aos Conselheiros garantir a efetivação dos direitos da criança e do adolescente e agir, junto às autoridades competentes, no atendimento aos jovens ameaçados ou violados, conforme estabelecido em lei.

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O Círculos de Leitura empenha-se na formação de leitores reflexivos, com potencial para discernir, e lideranças multiplicadoras entre os adolescentes. A capacitação é pela leitura em grupo de obras que ressaltam valores e modelos de conduta ética.

O Tributo ao Futuro financia duas ações do projeto, nas Casas Familiares de Presidente Tancredo Neves e Igrapiúna. A importância do apoio está na formação de jovens conscientes e com visão solidária, responsável e transformadora, que irão atuar em suas comunidades como disseminadores e formadores de outros círculos, visando superar a dificuldade de leitura e interpretação.

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Desde 2008, o projeto tem sido conduzido no Baixo Sul da Bahia, onde 45 jovens foram qualificados no curso de Formação de Multiplicadores. Estes têm realizado Círculos de Leitura nas Casas Familiares Rurais, do Mar e Agroflorestal, no Colégio Estadual Casa Jovem, Escola Municipal Casa Jovem, em escolas municipais de Presidente Tancredo Neves e em outros espaços de suas respectivas comunidades, como igrejas e associações.
Nesta experiência do Baixo Sul, além do déficit do aprendizado da leitura, o IFB observou também a falta de oportunidades para que os jovens possam refletir e desenvolver seu universo social e afetivo. Constatou-se que, no cotidiano das famílias e comunidades, há muito pouco tempo e espaço de convívio, de conversa. Observou-se que os jovens estão ávidos por alguém que lhes conte histórias, lhes ensine como refletir, ouvir, que lhes fale sobre herança da humanidade que a linguagem humana, falada e escrita, sempre se encarregou de difundir. É justamente este patrimônio da humanidade que se busca transmitir aos participantes. Para isso, recorre-se aos seguintes instrumentos: a leitura, a linguagem, o diálogo. No primeiro ano do projeto, o IFB constatou que havia um potencial multiplicador entre os alunos da rede pública ainda muito pouco explorado pelas escolas. Investir nesse potencial se tornou peça-chave do projeto.